quarta-feira, 16 de abril de 2008

TRABALHO = PRISÃO = TRABALHO :)

PRISÃO: Passa-se a maior parte do tempo numa cela 5x6m.
TRABALHO: Passa-se a maior parte do tempo numa sala 3x4m.

PRISÃO: Recebem-se três refeições por dia de graça.
TRABALHO: Só se tem uma, no horário de almoço, e tem de se pagar por ela.

PRISÃO: É-se liberto por bom comportamento.
TRABALHO: Ganha-se mais trabalho com bom comportamento.

PRISÃO: Um guarda abre-lhe e fecha-lhe todas as portas.
TRABALHO: Deve, por si mesmo, abrir as portas, se não for barrado pela segurança por ter esquecido o cartão de ponto.

PRISÃO: Vê televisão e joga às cartas, bola, damas.
TRABALHO: Será demitido se vir televisão e jogar qualquer coisa.

PRISÃO: Pode receber-se visitas de amigos e parentes.
TRABALHO: Não há tempo sequer para se lembrar deles.

PRISÃO: Todas as despesas são pagas pelos contribuintes, sem o seu esforço.
TRABALHO: Tem que pagar todas as suas despesas e ainda paga impostos e taxas deduzidas do seu salário, que servem para cobrir despesas dos presos...

PRISÃO: Algumas vezes aparecem carcereiros sádicos...
TRABALHO: Aqui no trabalho, carcereiros usam nomes específicos: Gerente, Director, Chefe...

PRISÃO: Tem-se todo o tempo para ler piadinhas.
TRABALHO: Ai se o apanham...

TEMPO DE PENA:
Na prisão, sai-se depois de 15 anos.
No trabalho terá de cumprir 36 anos ou mais, e não adianta ter bom comportamento

MINHA FONTE DE INSPIRAÇÃO

Melhor que o horizonte
É ter-te a ti.
Nem com mil palavras
Descrevo o que significas p'ra mim.

Ontem olhei para o céu
E vi um cometa a passar
Linda era aquela luz
Como o brilho do teu olhar.

Fiquei a pensar no teu rosto
Como era puro quando sorria
Dava tudo por um beijo
Nos teus lábios, depois partia.

Podes estar longe fisicamente
Mas, estás dentro do meu coração
são muitos os quilómetros que nos separam,
Este amor, não é em vão.

Rui Pedro

terça-feira, 15 de abril de 2008

AMOR E CLAUSURA

Passámos os dias
Iguais a tantos outros
Por detrás destes muros
Sem pensamentos futuros

Agarrados à solidão
Nestas celas encarcerados
Corações dilacerados
Pelas amarguras da vida

Corações à chave fechados
Na hora do adormecer
As lágrimas a correr
Pela face da saudade

Vivendo longe da sociedade
Que nos repugna
e nos ausenta
nos corrói,
a dor aumenta,
Faz chorar o coração

Lágrimas de sangue e agonia
Nesta cela gélida e fria
Revoltando a alma
Fazendo gritar o chão.

Testemunha do poder
Do isolamento da sociedade
Nesta louca ansiedade,
Chamada liberdade.

Paulo Santos

quarta-feira, 19 de março de 2008

medicina felina



Quando alguém adoece cá em casa os meus gatos logo fazem todas as diligências para uma cura rápida. É mesmo verdade, curam-se entre eles e curam-me a mim.

Desta vez a francelina tratava do nelito que está constipadíssimo. Não sei se este esgar faz parte do tratamento!! Ih Ih

terça-feira, 18 de março de 2008

acordos

Com o novo acordo ortográfico perco mais um gozo. Pois, o gozo de dar poucos erros ortográficos. E depois estou um bocado baralhada. A partir de quando é que é correcto ou não escrever correto. E visto o fato ou de fato vou ali. Vai ser uma grande confusão de narizes. E ninguém reclama de nada. A última alteração ortográfica também não foi nada boa. Como por exemplo eliminar o acento grave nas palavras que eram acentuadas com acento agudo, após lhe juntarmos o ... mente. Assim, quando se desconhece a palavra mãe não se sabe qual a sílaba tónica. E volto a falar da nova moda, deve ser chic, de acentuar o "o" de todas as palavras começadas por essa vogal. Será uma nova regra??? Já não há pachorra.


TESTAMENTO

À prostituta mais nova
Do bairro mais velho e escuro,
Deixo os meus brincos, lavrados
Em cristal, límpido e puro...

E àquela virgem esquecida
Rapariga sem ternura,
Sonhando algures uma lenda,
Deixo o meu vestido branco,
O meu vestido de noiva,
Todo tecido de renda...

Este meu rosário antigo
Ofereço-o àquele amigo
Que não acredita em Deus...

E os livros, rosários meus
Das contas de outro sofrer,
São para os homens humildes,
Que nunca souberam ler.

Quanto aos meus poemas loucos,
Esses, que são de dor
Sincera e desordenada...
Esses, que são de esperança,
Desesperada mas firme,
Deixo-os a ti, meu amor...

Para que, na paz da hora,
Em que a minha alma venha
Beijar de longe os teus olhos,
Vás por essa noite fora...
Com passos feitos de lua,
Oferecê-los às crianças
Que encontrares em cada rua...

Alda Lara

quadro de pintor angolano desconhecido

joaninha


Joaninha voa voa
Todos os anos aparece pelo menos uma joaninha no meu terraço. Esta foi a primeira a pisar o chão novo. Que é que elas irão lá fazer?? Acho que descobri. Será que vão lá pôr os ovinhos?
Será o meu terraço uma maternidade de joaninhas?

domingo, 9 de março de 2008

não pensamento

"Ponha tudo em cheque. Seja jogador!
Arrisque tudo, porque o próximo movimento não é certo, então porque se aborrecer?
Porque se preocupar?
Viva perigosamente, viva alegremente.
Viva sem medo, viva sem culpa. viva sem qualquer medo do inferno, ou qualquer ganância pelo céu.
Apenas viva."

Não pensamento do Osho

sábado, 8 de março de 2008


rosa, iris e ?? - a formiga também veio até à cidade

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
Em que espelho ficou perdida
a minha face?